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Didier Dagueneau Blanc Fumé de Pouilly 2012

Didier Dagueneau Blanc Fumé de Pouilly 2012

França Branco Biodinâmico 740 ml
Blend de diferentes parcelas de vinhas mais jovens, frutos dos vinhedos das cuvées Pur Sang, Buisson Renard e Silex. Fermentado em barricas especiais e envelhecido parcialmente em madeira neutra, restante em inox. No rótulo, um trecho da composição "La Mauvaise Réputation" de Georges Brassens ...
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descrição do vinho

Blend de diferentes parcelas de vinhas mais jovens, frutos dos vinhedos das cuvées Pur Sang, Buisson Renard e Silex. Fermentado em barricas especiais e envelhecido parcialmente em madeira neutra, restante em inox. No rótulo, um trecho da composição "La Mauvaise Réputation" de Georges Brassens, e parte escrita por François Christin, músico compositor amigo da família, para o mesmo tema A expressão mais direta e acessível dos Pouilly-Fumé do Domaine, sedoso, ao mesmo tempo que cheio de eletricidade.

descrição do produtor

Enfant terrible.
Ermitão.
Gênio.
Louco.
Tudo isso e muito mais, Didier Daguenau foi acima de tudo um divisor de águas na história dos vinhos do Loire.
Sua ambição? Produzir simplesmente o melhor Sauvignon Blanc do mundo.
Suas armas? Meticulosidade obsessiva a detalhes no vinhedo, uma escuta apurada e precisa do terroir – e coragem para incomodar e sacudir o mundo dos vinhateiros vizinhos.
 
Didier sempre foi um provocador. De família de vinhateiros na região, já adolescente, contrariou-se ao pai e saiu pelo mundo. Foi piloto de motocross (chegando a ser campeão distrital), competia com trenó de cães (duas vezes vice e uma vez campeão mundial) e mais tarde, aviador.
Sem estudos formais em enologia, mas munido de muita ambição, canalizou esta energia para o mundo dos vinhos. Na contramão da “moda anos 80” de tanques em inox, altos rendimentos e defensivos químicos, Didier queria produzir vinhos como seus ancestrais.
Inspirado na Borgonha, foi um dos pioneiros no conceito de micro-parcelas, definidas por exposição e solo.
Juntou esforços e em 1982, adquiriu seus primeiros vinhedos, que hoje somam 12 ha nas encostas de St. Adelain. E que terroir... Sílica é a palavra de ordem aqui! Terra-mãe de vinhos absolutamente minerais, precisos, longos. Neste cantinho de Pouilly-Fumé, sua venerada Sauvignon Blanc é majestosa como as grandes expressões de Chardonnay e Riesling, o que ele sempre quis provar.
Mas Didier vai além: poderia contentar-se com a nitidez pura de seus vinhos, fotografias de um terroir especial, porém incrementa a experiência e faz uso de barricas de primeiro uso em alguns deles. Até aqui controverso, a madeira funciona neste caso não como um “verniz”, uma “maquiagem”, mas como ferramenta de micro-oxigenação. É necessária uma respiração muito lenta e gradual, para acompanhar a potência e longevidade dos vinhos.
Considerado o zênite de alguns produtores, Ms. Dagueneau causava sentimentos mistos de admiração e antipatia. Mas não incomodava apenas os grandes produtores mais comerciais. Condenava também a radicalidade de alguns jovens do movimento natural pela utilização exclusiva de leveduras indígenas e zero SO2. Definitivamente não veio ao mundo para fazer amigos. Mesmo assim, deixa saudades incuráveis a todos os inúmeros bebedores que tiveram a sorte de o conhecer através de suas criações.
 
Partiu em seu ultraleve em 17 de setembro de 2008 na Dordonha, deixando-nos precocemente aos 52 anos.
 
Hoje é perpetuado pela nova geração: seu filho Louis-Benjamin assume desde então a propriedade e faz um trabalho digno do orgulho de seu pai. Levou a produção a novos patamares, gerando vinhos cristalinos, de pulso, em múltiplas camadas.
 
Menino prodígio, eleito vinhateiro do ano em 2016, entende a importância da continuidade. Sabe que a vinha e o vinho não suportam mudanças bruscas de práticas vitícolas e tem profundo respeito pelo que foi construído. Priorizam o trabalho do homem sobre o das máquinas, cada hectare é cuidado por um funcionário específico, e quaisquer defensivos químicos são sumariamente proibidos.
 
Herda o espírito indomável do pai: não basta ser como ele; tem que ser ainda melhor, sempre.
 
Com uma coleção de prêmios, atingem o cume e grande sonho de Didier: o melhor Sauvignon Blanc do mundo, eleito diversas vezes, com as cuvées Silex e Pur Sang.
 
Como o próprio Didier relata em 1996 a Jancis Robinson, ao ser perguntado “para quem fazia os vinhos”, considerava-se um “marchant du bonheur”, ou “mercador da felicidade”. E é esta aura que continua a nos provocar e enfeitiçar.

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